desfile china

A China se distanciou da proposta dos Estados Unidos e da Rússia de reduzir pela metade seus gastos militares, destacando que suas despesas com Defesa são “absolutamente necessárias”. A posição foi expressa por um porta-voz da diplomacia chinesa nesta terça-feira (25), em resposta às declarações de líderes americanos e russos sobre o tema.

A ideia partiu do presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu que as três maiores potências militares mundiais cortassem seus orçamentos de Defesa pela metade. Trump afirmou que pretende discutir essa proposta com Moscou e Pequim após o término dos conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza.

O presidente russo, Vladimir Putin, apoiou a sugestão de Trump, classificando-a como uma “boa ideia”. Ele declarou que estaria disposto a um acordo em que tanto Rússia quanto Estados Unidos reduzissem seus gastos em 50%, e que a China poderia se juntar caso desejasse. Putin afirmou ainda que Moscou está aberta a negociações sobre o assunto.

Em resposta, o porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian, evitou uma posição clara, mas ressaltou que Pequim sempre esteve comprometida com o desenvolvimento pacífico. Segundo ele, os gastos militares da China são limitados e necessários para garantir a soberania, a segurança e a estabilidade do país, além de contribuir para a paz global.

Lin Jian enfatizou que a estratégia de defesa chinesa se baseia na autodefesa e que o país não está envolvido em nenhuma corrida armamentista com outras nações. A declaração reflete a posição de Pequim de manter sua política militar sem seguir a lógica de rivalidade entre potências.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm o maior orçamento de Defesa do mundo, alcançando US$ 968 bilhões (R$ 5,8 trilhões) em 2024. A China aparece em segundo lugar, com US$ 235 bilhões (R$ 1,4 trilhão), seguida pela Rússia, com US$ 145,9 bilhões (R$ 881 bilhões), segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS). Nos últimos três anos, a Rússia aumentou significativamente seus gastos militares devido à guerra na Ucrânia.

FONTE: AFP

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Carlos I
Carlos I
7 horas atrás

E estão certos (para eles),se querem manter sua independência e poder de influência como pais.

Comparativamente ainda estão muito atrás dos EUA, se querem uma posição de respeito e igualdade nas relações devem pelo menos manter o nível atual de investimentos.

Apenas países que aceitam serem subjugados e onde seus políticos se vendem facilmente não investem em defesa.

Não estou defendendo que o Brasil invista mais, quem sabe melhor, tampouco que isso é o melhor para o cidadão, mas que no interesse do estado é a visão correta.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Carlos I
7 horas atrás

“Não estou defendendo que o Brasil invista mais (…)”

Mas eu defendo que o Brasil invista mais em Defesa.

DESDE QUE:

Seja um REAL investimento, em mais equipamentos e armas, em P&D de equipamentos nacionais, que sejam modernos, e que isso traga uma maior qualificação e profissionalismo pras 3 FA’s.

E DESDE QUE:

Esse investimento não seja desviado pra pagar pensionistas, soldos, ou penduricalhos de oficial.

Hamom
Hamom
Responder para  Willber Rodrigues
5 horas atrás

Depois de ver hoje um senador brasileiro[?] implorando que os EUA invadam o Brasil, fica difícil…já não é um caso de vira-latismo, é traição à pátria pura e simplesmente.

Se um senador americano implorasse para que a China invada os EUA, seria preso imediatamente.

JuggerBR
JuggerBR
7 horas atrás

Ainda que os EUA diminuam pela metade seu orçamento, ainda seria o dobro do declarado pela China. Então pra China não mudaria nada. E é claro que ela está numa corrida armamentista, todo país que leva a defesa a sério sempre está.

Nilo
Nilo
Responder para  JuggerBR
5 horas atrás

Arrego, pediu tempo, foi ao corner beber água, me lembra a União Soviética quando não aguentou o arregaço do Presidente Reagan.

Rodolfo
Rodolfo
Responder para  JuggerBR
3 horas atrás

O real orçamento de defesa chinês é muito maior e já ta quase do tamanho do americano. A verdade é que com a pressão da dívida americana, seria conveniente pros americanos convencerem o maior rival a gastar menos em defesa .

https://warontherocks.com/2024/09/chinas-defense-spending-the-700-billion-distraction/

Fabiano
Fabiano
7 horas atrás

Ex-presidente Trump? Já derrubaram o troglodita ?

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Fabiano
7 horas atrás

Ato falho…. ou previsão do futuro?

Rafael Coimbra
Rafael Coimbra
Responder para  Fabiano
7 horas atrás

A torcida contra esparrama pelos dedos na hora de teclar

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
7 horas atrás

Trump e EUA deixando claros pra Deus e o mundo que a China é seu principal adversário, e em guerra comercial e diplomática aberta contra eles.
Também Trump e EUA: ei, China, topa cortar seus investimentos em Defesa, rapidão?

China: quero não, valeu.

Andromeda1016
Andromeda1016
Responder para  Willber Rodrigues
6 horas atrás

Essa “aliança” entre gringos e russos contra a China devia ter ocorrido faz tempo, afinal ambos tem motivos para temer o fortalecimento total da China. Essa aliança é o que a lógica demanda, e se a lógica continuar a imperar deverá durar até atingir seu objetivo. Está na hora da China deixar a pose de império glorioso e invencível e começar a apelar à diplomacia de veludo com a Rússia, pois ela fará a diferença no embate que se aproxima com os gringos. Não que os russo vão querer agir incondicionalmente a favor dos chineses, mas poderá controlar a aliança dos russos com os gringos evitando que o pior ocorra.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Responder para  Andromeda1016
6 horas atrás

A Rússia já faz isso a décadas, mas sem precisar dos “gringos” pra isso.

Índia.

É o contraponto russo a China, da mesma maneira que a China usa o Paquistão em contra-ponto a Índia, e a CN em contra-ponto a CS e Japão.
É a Índia que faz com que a China não olhe com “olhos cobiçosos” a Mongólica e a parte asiática russa, da mesma maneira que é a Rússia que impede que a China não se aventure abertamente contra a Índia.

Os russos não tem nenhum motivo pra confiar nos “gringos”, e vice-versa.

Andromeda1016
Andromeda1016
Responder para  Willber Rodrigues
6 horas atrás

Certíssimo, mas entendo que dos males (entre gringos e chineses), os gringos são o menor dos males para os russos, afinal diferente dos chineses os gringos estão localizado em continente diferente ao dos russos. Entendo também que os gringos são o único país no mundo que tenham capacidade e intenções belicosas reais contra a China razão pelo qual seja mais útil aos interesses dos russos do que os demais países que você menciona. Se esta situação geopolítica de que estamos falando fosse comparado com um jogo de xadrez, os países de que falamos seriam as peças do jogo, mas para os russos, os gringos seriam a rainha do tabuleiro deles, e vice versa para os gringos também.

Última edição 6 horas atrás por Andromeda1016
Amigo de todos
Amigo de todos
Responder para  Andromeda1016
4 horas atrás

Concordo com vc!!
Depois que EUA e Rússia dominar a China, vão olhar para Amazônia e o Brasil que vai entrar na lista.
Depois Europa, e assim eles vão dominando o mundo.

Andromeda1016
Andromeda1016
Responder para  Amigo de todos
2 horas atrás

Não precisam vir até aqui para dominar a Amazônia, pois aqui somos um país democrático e em países democráticos a dominação ocorre por meios econômicos e políticos, em vez de meios beligerantes. É por isso que os gringos e europeus adoram a democracia e a “defendem” pelo resto do mundo. Se a China adotasse a democracia, os gringos estariam adorando a China em vez de odiá-la.

Andromeda1016
Andromeda1016
6 horas atrás

Balela. É conversa para boi dormir. Nenhum dos três vai fazer isso, mas se alguém fizer precisa ser internado em sanatório psiquiátrico. A paz pela força é o que tem evitado a eclosão da terceira guerra mundial até agora, e deverá ser assim até a vinda do cristo na terra ou a humanidade evoluir para alguma forma de vida espiritual que transcenda a mortalidade. Até lá, vamos continuar a ser primatas dotados de capacidade de matar uns aos outros pelos meio e motivos mais torpes e mesquinhos que nossa “capacidade intelectual” possa imaginar.

Emmanuel
Emmanuel
6 horas atrás

A Rússia tem consciência que a China , também, será um inimigo mais a frente.
E Trump não é bobinho, ele sabe que precisa se aproximar de Moscou para, quem sabe, que no futuro os chineses não precisem se preocupar SÓ com os norte-americanos.

Wellington R. Soares
Wellington R. Soares
Responder para  Emmanuel
5 horas atrás

Com certeza, os tempos mudam, inclusive alianças. Os EUA sabem perfeitamente que seu principal inimigo é a China, muitas vezes enganam falando de Venezuela, Irã ou Coreia do Norte, porém o único país atualmente capaz de se contrapor militarmente e economicamente com os EUA é a China.
A China tem uma economia gigante, se tornando o parceiro comercial mais importante de quase todas as nações, inclusive para nós Brasileiros.
Por mais que o ritmo de crescimento diminuiu, mas ele é constante. Ano passado o crescimento do PIB foi de 5% e esse ano estão projetando 4,7%. Já não é mais o crescimento de dois dígitos que vimos nos anos 90 e 2000, mas mesmo assim é considerável. O ritmo é constante e possuem mercado para continuar crescendo.
Militarmente é a mesma coisa, estão avançando rapidamente e mantendo a constância.
O Trump sabe disso e seu trabalho vai ser tentar enfraquecer o dragão dos olhos puxados.

Emmanuel
Emmanuel
Responder para  Wellington R. Soares
5 horas atrás

Exatamente. Se ele não fizer isso a economia americana será “engolida” de vez pelo dragão vermelho.

Hamom
Hamom
6 horas atrás

Em 2023 os EUA destinaram 3,4% do seu PIB para ”Defesa” e a China 1,7%…U$ 916 e U$ 296 Bilhões respectivamente.[Fonte→SIPRI]

Porém a China é bem mais eficiente em seus gastos,
ou seja; faz mais com menos.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Responder para  Hamom
3 horas atrás

A China não precisa arcar com direitos trabalhistas. Logo, esses 296 bi, no final das contas, se equiparam aos 916 bi dos EUA.

Marcos Pesado
Marcos Pesado
Responder para  Vinicius Momesso
2 horas atrás

Sério? Como é o regime previdenciário dos militares chineses? Gostaria de saber.

Hamom
Hamom
Responder para  Vinicius Momesso
1 hora atrás

A China não precisa sustentar 800 bases militares no exterior, como o EUA…

lucena
2 horas atrás

Da última vez que um terceiro pais entrou nessa proposta dos americanos juntos com os russo …se não me falhe a memoria…foi a Ucrânia.
.
Bem ….o resto da historia …. vocês conhecem muito bem como terminou.
.
O exemplo que a Ucrânia deu ao mundo ….. será lembrado toda vez que alguém venha com essa historia ai.