“Chegamos na praia e encontramos pilhas de corpos, era o caos”

Há exatos 67 anos, o americano Walter Ehlers, 90 anos, desembarcava na praia da Normandia, na França, para liderar um pelotão de homens no Dia D, a decisiva batalha dos aliados contra a Alemanha nazista travada no litoral da Normandia, na França. No aniversário do evento, celebrado nesta segunda, Ehlers lembrou do dia em que foi baleado, mas sobreviveu, após ter sua mochila e um retrato da mãe alvejados durante conflito.

“Nós tivemos inúmeras tropas que desembarcaram e muitas pagaram com o sacrifício supremo”, disse Ehlers, em entrevista concedida em sua casa na cidade de Buena Park, no Estado americano da Califórnia. Segundo suas próprias palavras, o veterano não possuía qualquer experiência em batalhas, e teve que realizar inúmeras missões em meio ao fogo cruzado.

“Chegamos na praia e encontramos pilhas de corpos, era o caos”, disse Ehlers. Os alemães, segundo o veterano, conseguiram matar inúmeros soldados americanos, com disparos efetuados para baixo em trincheiras e bunkers de concreto. “Lutamos pela nossa sobrevência”.

Ehlers recebeu a Medalha de Honra e se tornou um dos 3.454 militares beneficiados pela mais alta condecoração militar concedida pelo governo americano. O número de testemunhas do fato cai a cada ano. Dos 16 milhões de soldados americanos que serviram na Segunda Guerra Mundial, apenas 1,7 milhões ainda estão vivos. Pelo menos 37 mil pessoas perderam a vida durante a histórica batalha.

FONTE/FOTO: terra.com.br/Reuters

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Wagner
Wagner
13 anos atrás

Na verdade eles usaram o método soviético da época: empurra um montao de soldados na praia, inevitavelmente, eles vão estabelecer uma cabeça de ponte pela força dos numeros, a munição alemã vai acabar, e quem diria, um general alemão que queria derrubar Hitler não deu a ordem para um Exército panzer atacar na hora certa…

Vader
13 anos atrás

Wagner disse:
7 de junho de 2011 às 9:08

“Na verdade eles usaram o método soviético”

Não existe essa de “método soviético”. Ataque se faz assim, com uma proporção de no mínimo 3 atacantes para cada 1 defensor pelo menos desde a PGM.

Em qualquer exército do mundo.

Wagner
Wagner
13 anos atrás

tem certeza ???

acho que não hein….

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
13 anos atrás

Vader disse:
7 de junho de 2011 às 11:23

O que o Wagner quis dizer é q o comando americano deu uma de soviético ao enviar milhares de soldados para cumprir uma missão quase q suicida, se importando primeiramente, e acredito eu que unicamente, com o resultado…
Os soviéticos eram mestres em fazer isso… Ataques que nao importavam o custo, apenas o resultado…

Vader
13 anos atrás

Wagner disse:
7 de junho de 2011 às 11:26

Tenho. Tenho certeza sim.

Academicamente falando o ataque se faz sempre na proporção mínima de 3 X 1 na Infantaria (se não me engano 4 X 1 na Cavalaria).

É por isso que, em geral, uma Brigada de Infantaria é composta de 3 Batalhões de Infantaria, um Batalhão de 3 Companhias de Fuzileiros, uma Companhia de 3 Pelotões de Fuzileiros e um Pelotão de 3 Grupos de Combate (repito: em geral. Há exceções para mais e para menos).

Via de regra, para se atacar um GC entocado, usa-se NO MÍNIMO um Pel Fzo. Para atacar um Pel Fzo na defesa, usa-se uma Cia Fzo. Para uma Cia Fzo, um Btl Infa. E para atacar um Btl Infa, uma Bda. E assim por diante.

Isso porque a previsão de baixas de quem está na ofensiva é muito maior do que a de quem está na defensiva, protegido em uma posição em geral elevada, com cobertura de fogos (morteiros, canhões, foguetes, etc.) da retaguarda, e com as armas apontadas e municiadas para a linha de frente.

Repito: “ataque soviético” é coisa de filme B. É claro que se houver uma tremenda superioridade numérica esta será utilizada. Mas um ataque que não respeite a proporção mínima de 3 X 1 está sujeito a um fracasso retumbante.

É assim desde a PGM, na qual as metralhadoras tinham o poder de dizimar os atacantes, tendo levado a guerra ao ponto de imobilidade, pois não haviam meios (CCs, Blindados, PQDs, etc.) aptos a transpor as linhas defensivas, para ambos os lados.

Nesse sentido o surguimento da Guerra de Movimento deu mobilidade aos atacantes (acabou com a imobilidade de linhas que caracterizou a PGM), mas não alterou significativamente a proporção, pois o defensor também usará as armas móveis de que dispõe para reforçar a sua defensiva.

Além disso, há que se considerar os vários escalões de um ataque. Assim, o primeiro escalão (“primeiro ataque”) sem dúvidas terá maiores baixas que o segundo, e assim por diante. Na Normandia se não me engano houveram três escalões de ataque, mas quem sofreu mesmo foi o primeiro.

Não obstante, a história tem exemplos de frações iguais ou inferiores atacando frações maiores. Mas estatisticamente falando tais ofensivas são em geral ineficazes.

Mas evidentemente que tudo varia de inimigo para inimigo. Para atacar um bando de Talebans maltrapilhos e mal armados, ou uma quadrilha de guerrilheiros desmoralizados, pode-se desrespeitar esse princípio. Mas essa não é a regra.

Wagner
Wagner
13 anos atrás

Se vc está dizendo… 🙂

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
13 anos atrás

Vader… não querendo me contrapor aos seus argumentos bem baseados…

Mais acredito que o que o Wagner quis dizer com ataque soviético, é que os americanos lançaram os seus soldados em um ataque quase que suicida !! Caracteristica essa que é dos soviéticos, que não tinham a menor pena de jogar os seus soldados para a morte certa…

Observador
Observador
13 anos atrás

Este senhor assistiu o “Resgate do Soldado Ryan” em 3D.

Mais realista, impossível.

Caros Vader e Wagner:

Faz tempo que li “A Arte da Guerra” de Sun Tzu, mas pelo que lembro, ele já usava tática semelhante.

vassilizaitsev
vassilizaitsev
13 anos atrás

Vader,

Eu até concordo contigo neste quesito da relação de 3X1 entre atacantes e defensores. mas………….

No meu ponto de vista, essa conta era perfeita até a Guerra da Coréia, no máximo Vietnam.

No atual estágio avançado que as guerras estão, é praticamente suicídio um dos lados posicionar suas tropas em posições fixas de defesa. Mesmo que esses pontos sejam reforçados ou do tipo Bunker.

A Aviação simplesmente não perde nada.

Vide a primeira guerra do Golfo, onde Saddan Hussein tinha um exército de + de 400 mil soldados e milhares de CC e blindados………. adiantou de alguma coisa????

Pelo que lembro do conflito de 1991, os EUA atuaram com menos de 200 mil tropas……….. se juntarmos os demais aliados, deve ter chego aos 300 mil……. no máximo…………

Uma proporção de menos de 1X1…….

Abraços.

Vader
13 anos atrás

vassilizaitsev disse:
7 de junho de 2011 às 20:08

Vassili, claro que estamos falando de combate entre forças regulares, e de nível tecnológico e poderio bélico semelhantes.

Digamos assim, um Brasil X Argentina (exemplo meramente ilustrativo).

Comparar as FFAAs americanas com as pobres forças iraquianas é sacanagem… 🙂

Abraço.

Vader
13 anos atrás

vassilizaitsev disse:
7 de junho de 2011 às 20:08

Ah sim Vassili, de se notar ainda que a mobilidade (ou não) da linha defensiva não altera significativamente a proporção de 3 X 1. Isso porque a defesa sempre contará com uma posição privilegiada e, ainda que não seja estática (montada sobre blindados e obuses autopropulsados, p. ex.) terá a vantagem do terreno e do tempo de preparação sobre o atacante.

Abs.

Wagner
Wagner
13 anos atrás

Deve-se acrescentar que o iraquiano era particularmente incompetente no manejo de suas armas…

caíam sozinhos com os Migs !