Marrocos recebe 6 helicópteros de ataque AH-64E Apache

O Marrocos recebeu seis helicópteros de ataque AH-64E Apache como parte de um contrato para 24 aeronaves com a Boeing, informou ontem o jornal Al-Quds Al-Arabi, citando o Defense Arabia.
O Apache é considerado o helicóptero de ataque mais poderoso do mundo. A versão marroquina possui especificações avançadas, tornando-se a mais sofisticada da África.
O Marrocos assinou um contrato com a empresa americana para a compra de 24 helicópteros Apache, com um custo estimado de US$ 1,5 bilhão, e com a opção de adquirir mais 12 unidades.
O acordo também inclui mísseis Hellfire, lançadores de foguetes, sistemas avançados de comunicação e navegação, equipamentos de manutenção e um programa de treinamento especializado para o pessoal marroquino.
Com essa aquisição, as Forças Armadas Reais alcançaram um novo nível de capacidade, tornando o Marrocos o segundo país africano a operar este helicóptero, depois do Egito, de acordo com o Defense Arabia.
O helicóptero Apache é fortemente armado, sendo capaz de transportar até 16 mísseis Hellfire, 76 foguetes de calibre 2,75 polegadas e 1.200 projéteis de munição de 30 mm. Além disso, pode atingir uma velocidade máxima superior a 250 km/h.
Os helicópteros foram efetivos na Ucrânia? Até que ponto? É o melhor em termos de custo benefício?
A resposta está no cenário operacional que cada país atua e potenciais inimigos.
Não existe uma chave mestra que resolva todas as guerras do mundo, estratégia militar não é uma ciência exata.
Caro Gabriel, compartilho do mesmo pensamento, costumo falar para os amigos que precisamos ter “todas as cartas do baralho” para fazer um bom jogo, ou seja, precisa ter helicóptero de ataque, precisa ter carro de combate, precisa ter sarp/mrp, precisa de míssil ac, etc….
Gosto da forma que o exercito trabalha na doutrina/ttp, nunca vou me esquecer do meu ano de recruta questionei o sargento sobre a instrução de orientação ter que usar carta e bússola na era do GPS, ele me disse que o sinal provem de tecnologia americana que poderia ser desligada e o equipamento portátil poderia quebrar ou perder sinal e que o treinamento precisa ser feito nas piores condições para melhor avaliação…contei tudo isso para que entendam que declarar algo como obsoleto é algo muito complexo.
São detalhes assim que fazem do nosso exercito ser um dos mais respeitados do mundo lá fora, o mais irônico que o brasileiro com complexo de vira lata não reconhece isso….prefere ficar dizendo “o exercito não tem gps para tropa”, “tanques estão obsoletos” e blá blá blá….não sabe nem como o meio funciona e para que serve.
O exercito tem culpa nisso também, pois trabalhou muito tempo de portas fechadas e comando de ferro, uma pergunta de recruta como essa que eu fiz seria respondido com algo do tipo “Recruta, pare de reclamar, faz o que eu tô mandando e cale essa boca!“…as coisas vem mudando e atualmente existe uma campanha “conheça seu exercito” em andamento para trazer informação para população em geral.
Parabéns….. sucinto na medida.
E muito, principalmente saturando posições de infantaria com foguetes, lançado mísseis antitanque de longo alcance, e fornecendo uma camada extra de defesa contra drones e mísseis de cruzeiro.
Um armamento seja qual for é como uma ferramenta num kit de ferramenta, a peça (arma) faz uma função específica mas não se espera que faça todas as atividades demandadas, há outras peças (armas) que vão atuar em conjunto ou em separado para atingir os objetivos.
50 dessas maravilhosas máquinas para o Exercito Brasileiro! Cairiam como uma luva.
Falando em prioridades, eu preferiria uns 20 Chinooks e um esquadrão de uns 12 helicópteros de ataque, poderia até ser o AH1Z viper, que acredito ser mais barato, um número menor para implementar uma doutrina, além de que poderiam operar no atlântico também.
Concordo.
Uns 20 Chinooks + uma maior quantidade de MANPAD’s + uma quantidade maior de Guaranís com torre UT30 seriam muito mais úteis no momento que Apaches.
Prefiro Chinook + IAI Harop + koral (sistema EW)
Chinook para transporte pesado e operações especiais na Amazônia.
IAI Harop para atacar alvos estratégicos (p. ex. SAM)
Koral para neutralizar radares e drones.
Por último um SAM de médio alcance (CAMM, Barak 8 ou IRIS-T SLM)
O custo de meros 6 desses daria pra modernizar o armamento e equipamento de todos os batalhões de infantaria do EB então se mesmo que houvesse o dinheiro disponível ele não seria aplicado num projeto desses.
Sim vale muito a pena mesmo pegar de prateleira, resolve problemas demais, vide ucrânia. Quando acabarem os hellfire no meio de um conflito é só contar com nossos grandes amigos dos EUA que com certeza vão enviar numa boa.
Caro Carlos, helicópteros são de longe os meios mais dispendiosos do EB, não só o custo de aquisição, mas também o custo de operação dessas células, embora eu não goste muito da Helibrás, temos que admitir que eles concederam/criaram toda uma doutrina logística para manter grande disponibilidade das aeronaves em condições de voo, partindo desse principio ainda prefiro implantar o H-145M (5 pás) com pacote H-Force que nos daria uma capacidade multimissão muito boa, inclusive de reconhecimento, ataque e escolta para assalto aeromóvel, claro que jamais terá um desempenho de um Apache, mas cumpre a missão a um custo aceitável, além de poder fazer outras missões de um helicóptero de emprego geral. A Alemanha fez isso e tem funcionado muito bem, como tenho bordão para tudo…rs….”quem não tem cão, caça com gato”
Por uma fração do custo podemos transformar o Pantera em uma excelente aeronave de ataque.
É uma boa possibilidade também, uma solução seria criar um programa junto com as 3 forças para facilitar a logística/treinamento de um helicóptero médio padrão, não é tão sonho assim, já criamos um programa para helicóptero pesado que deu certo (HX-BR).
Isso me lembrou de algo curioso…o Pantera é uma aeronave que fez sucesso no meio naval lá fora, mas por aqui seu sucesso veio no exercito. Outro meio similar uma adoção do helicóptero AW159 Wildcat embora ele tenha se consagrado também no meio naval tem demonstrado como uma excelente proposta como helicóptero de ataque terrestre com programas promissores em andamento, o exercito inglês tem usado e pouca gente fala dele.
A localização estratégica de Marrocos na encruzilhada da Europa, África e Médio Oriente aumenta ainda mais a sua importância geopolítica. A extensa linha costeira do país e a proximidade das principais rotas marítimas tornam-no num interveniente crucial nas redes comerciais globais.
E eles também monopolizam a produção de fosfato do mundo , indispensável a agricultura moderna e consequentemente a segurança alimentar da humanidade.
Tem também a questão de influência no norte da África especialmente contrapondo os russos que tem na Argelia um aliado e expandem a influência das suas forças paramilitares no Sael que era zona de influência francesa. Tao importante que a primeira venda do F35 para um país árabe deve ser aprovada logo pela admin Trump, cerca de 32 caças.
Essa pintura é muito bonita.
Teve uma matéria sobre Apache, acho que durante a operação na Bósnia, dizendo que os soldados inimigos quando viam ele naquela pintura escura simplesmente jogavam as armas fora e fugiam com medo.
Acho que para quem tem juízo ele pode estar pintado até de cor de rosa que põe medo.
Salve José 001 !!
Rapaz, mas esses candangos ainda deram uma baita sorte, ou contaram com a benevolência das tripulações, porque chegaram a ver o apache e ainda tiveram a oportunidade de livra-se das arma e abandonarem a posição; pois poderiam ter sido obliterados à distância e à altura sem sequer ter tido oportunidade de ver o bixo chegando.
É, na minha opinião, o top 1 entre os de ataque; porém para o Brasil prefiro o turco (devido a possibilidade de um acordo de construção local e transferência).
Uns 24-28 Atak e – como alguns comentaristas citaram – Uns 12 chinook’s ajudariam bastante a aviação do EB.
Pode não estar no topo das prioridades, mas precisamos de um vetor dedicado pra ontem.
Marrocos não está oficialmente em guerra com nenhum país, mas tem algumas tensões diplomáticas e disputas regionais:
Argélia – A relação entre os dois países é marcada por rivalidade histórica, especialmente devido ao apoio argelino à Frente Polisário, que busca a independência do Saara Ocidental, um território reivindicado pelo Marrocos. Em 2021, a Argélia rompeu relações diplomáticas com o Marrocos, acusando-o de hostilidades.
Espanha – Embora sejam aliados econômicos e políticos, há disputas territoriais sobre Celta e Melilla, duas cidades espanholas no norte da África que o Marrocos reivindica. Também houve atritos sobre a imigração ilegal e a recepção do líder da Frente Polisário pela Espanha.
Frente Polisário – Movimento que luta pela independência do Saara Ocidental e que mantém um conflito com o Marrocos desde os anos 1970. O grupo recebe apoio da Argélia e já travou conflitos armados com as forças marroquinas.
Marrocos tem boas relações com grande parte da comunidade internacional, incluindo os EUA e a União Europeia, e normalizou suas relações com Israel em 2020.
Eita mundo bão.
Longe de parecer agourento, mas não duvidaria se uma guerra real rolasse nesse caos Argélia-Saara-Marrocos
Com as declarações europeias de investir mais em defesa, as empresas estão $edenta$ por uma corrida armamentista mundial, e qualquer “olhada torta” é dinheiro potencial
Fronteiras…
Bom dia Sr. Esteves. Só uma correção: celta é o nome do meu carro, Ceuta é o enclave espanhol no território marroquino.
Abraço.
No norte da Africa estes aparelhos vão reinar, AAA la é primitiva
Isso na sua cabeça, por que no mundo real a Argélia tem uma defesa aérea que seria sonha para nós.
Material AA moderno da Argélia:
40 Tor M2
108 Pantsir S1/SM
48 Buk M2E
Quase 200 lançadores com até 1100 mísseis.
Sem contar os manpads. A Argélia fabrica o chinês QW-2 sob licença.
Que máquina 😍
Umas 12 no exército brasileiro ou na FAB já iam dar uma moral tremenda pra nós…, na América do Sul e Latina
Assim como a MB não desistiu de operar PA futuramente, o EB não vai desistir de operar helicópteros de ataque no futuro. Me lembro de ter lido uma matéria sobre a AvEx, na revista ASAS, onde lá, era dito que, futuramente, após o preenchimento de outros modelos de helicópteros e drones prioritários e necessários, o EB buscaria, então, helicópteros de ataque. Bem, vamos ver como vai ser mais para frente. Sei que um helicóptero que os pilotos gostaram muito e que esteve no Brasil, foi o T-129 ATAK, Turco.
Boa Tarde!
Vi esses helicópteros Turcos aqui no céu de Taubaté, na época…
Não sei se é impressão minha, más…, a blindagem do Apache, parece ser mais robusta que o T-129 Turco…
Parece ser o Apache um helicóptero pesado de ataque e o T-129 e Viper um porte médio…
Abraço a todos…
Boa tarde!
Concordo com você. O T-129 ATAK tem uma vibe de “suporte” ao Apache, por exemplo. É como vejo, mas seria ótimo vê-lo voando na AvEx, fato, rs.
Marrocos 7×1 na Bananalândia.
Brasil, 500 anos e ainda sem um helicóptero de ataque!
Enquanto isso, celebramos com meio-fio pintado, gramados cortados, picanha, camarão, salmão com caviar, uísque de 12 anos , conhaque e desfiles vazios de propósito!
E a nossa defesa aérea de média e longa distância subiu no telhado de novo?
Se você não domina tecnologias críticas, não se tem verdadeira capacidade. Sua capacidade é a medida da sua independência e comprar soluções prontas, qualquer um com dinheiro compra. Desenvolver por conta própria, isto sim é a verdadeira capacidade.
Dito isto, excelente compra. O Brasil também deveria ter um helicóptero da mesma categoria.