Militares do CAvEx visitam sede da General Atomics na Califórnia
Taubaté (SP) – Nos dias 14 e 15 de dezembro, a convite da General Atomics Aeronautical Systems Inc., uma comitiva de cinco militares do Comando de Aviação do Exército (CAvEx) visitou a sede da empresa, em San Diego (Califórnia/EUA), onde foram recebidos pelo presidente da empresa, Sr. Frank Pace, e pelo CEO, Sr. Linden Blue. Acompanharam a visita João de Souza Dantas e o Coronel R1 João Luiz de Negreiros Guerra, ambos executivos da Powerpack, representante da General Atomics no Brasil.
Durante a visita, os oficiais receberam uma detalhada apresentação sobre os Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) da General Atomics e visitaram a linha de produção da família Predator® e Gray Eagle, empregados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos da América (EUA) e de outros países. Além disso, foram transportados até uma base de testes da empresa em Castle Dome (Arizona/EUA), onde puderam acompanhar o voo e a operação do Predator XP a partir de sua Estação de Controle de Solo. Também tiveram a oportunidade de verificar a infraestrutura de apoio necessária à operação nesse nível de complexidade dos SARP, bem como observar sua manutenção.
As aplicações típicas previstas para emprego dos SARP no Exército Brasileiro estão, entre outras, relacionadas a obtenção de informações, comando e controle, vigilância da faixa de fronteira, proteção de estruturas estratégicas e ações interagências. De acordo com a doutrina do Exército, o CAvEx é o responsável pela capacitação dos operadores, pela condução das operações e pela gestão do apoio logístico de SARP enquadrados nas categorias 3 e superiores.
Em setembro de 2015, no Centro de Instrução de Aviação do Exército, a General Atomics proferiu uma palestra sobre o desenvolvimento e a aplicação de SARP, dirigida a operadores de diversas organizações militares e oficiais do CAvEx e do Comando de Operações Terrestres, além de engenheiros do Instituto de Estudos Avançados e do Instituto de Aeronáutica e Espaço da Força Aérea Brasileira.
O que é o SARP Predador XP
O Predator XP é a mais recente de uma extensa linha de SARP que leva o nome Predator, começando com o bem-sucedido Predator RQ-1, voado pela Força Aérea dos Estados Unidos pela primeira vez em 1995.
Desde então, o Predator acumulou mais de 3,5 milhões de horas de voo e foi apontado pela revista Air & Space Smithsonian como uma das dez aeronaves que mudaram o mundo. Oferecendo confiabilidade sem precedentes, a aeronave tem a maior taxa de prontidão operacional na Força Aérea dos Estados Unidos. Os SARP da família Predator são também operados pelas demais Forças Armadas Americanas, Homeland Security, NASA e várias Forças internacionais.
FOTO: CAvEx
Muito bom.
Aproveitando a quantas anda os HERMES que compramos ?
Sou fã do Predator. De carterinha, boné e camisa. Fez muito mais contra o terrorismo do que qualquer outra arma.
Mandou para o colo do capiroto chefões da Al-Qaeda e do Daesh (com destaque para o infame Jihadi John).
E sou entusiasta dos Drones. Solução excelente para orçamentos limitados como o nosso.
Tudo indica que o EB deve nos próximos anos investir em uma unidade de drones, certo?
Aliás, a quantas anda a legislação sobre uso de drones no Brasil? Se é que está andando…
Pena a Harpia ter ido pro saco…
Pro sisfron um drone como Hermes é bem mais adequado além de ser mais barato tbm , um drone do porte predator no exército seria para substituir os esquilos nas tarefas de reconhecimento, o harpia que o Antônio mencionou no meu ver seria adequado ao uso conjunto com a artilharia
Ainda há Hermes nossos a serem recebidos?
“Pena a Harpia ter ido pro saco…”
.
Pena nada, ainda bem!!! É uma empresa Embraer a menos, p/ amolar ao Brasil e as ffaa.
.
“…um drone como Hermes é bem mais adequado além de ser mais barato tbm…”
.
Ocorre que o “Predator” opera 2 vezes mais longe da base que o “Hermes”, além de ser mais rápido.
.
“…seria adequado ao uso conjunto com a artilharia”
.
Nada a ver, no Afeganistão os britânicos operavam o “Hermes 450” como “drone de artilharia”.
.
Aqui algum sistema da FT ou do Santos Lab, já dariam conta do recado.
Seria um sonho ter o Predador para atacar carros de contrabandistas nas fronteiras, explode do nada! ninguém viu ninguém vê. em pouco tempo se tornaria mais difícil contrabandear para o Brasil
Prezado Carlos Campos,
A versão XP não é armada. Só carrega sensores.
Abs
Mauricio por isso mesmo que o Hermes é melhor que o predator para sisfron que só será usado em patrulha eo o predator é melhor para substituir os esquilos que seria usados em missões de combate, ou você não entendeu o meu comentário ou não quis entender , quanto ao harpia ele estava sendo desenvolvido para a artilharia por isso citei mas concordo com sua afirmação que um sistema da FT ou santos lab faria o trabalho
Não sei se nós NECESSARIAMENTE precisamos de um Reaper/Predator armado. Quem COM CERTEZA precisaria são os colombianos e peruanos, que lutam contra guerrilhas em seus territórios. Mas, uma coisa é certa; o combate com ARP é chave para o futuro! Já estamos nos habituando a isto, operando unidades como os Hermes 450/900. Mas seria muito bom poder operar versões armadas, como as americanas já citadas. Se tiver um dinheiro aí sobrando… seria interessante!! Quem sabe uns 2… só pra gente ir se acostumando… 😉
Boa noite a todos!
Vejo muito uso policial dos VANTs no futuro.
Baixo custo de operação, menos risco em sobrevôos sobre área habitada, mais inteligência coletada, tripulantes policiais usados apenas em operações.
Off topic: levantadas as sanções contra o Irã.
Pelo jeito, o programa nuclear deles não ameaça ninguém, não é mesmo?
Vai dar merda em 3… 2… 1…
http://www.aereo.jor.br/2014/03/27/hermes-900-reforca-capacidade-operacional-da-fab-no-reconhecimento-eletronico/#comments
Estão operando ?
http://www.aereo.jor.br/tag/hermes-900/
Vendem bem !
Pangloss
Quem sabe não levantaram as sanções só pro Irã e a AS se destruírem mutuamente ?
Creio que podemos desenvolver nossos próprios VANT’s para nossas diversas necessidades de segurança interna e externa.
Apenas para nossa Amazônia Azul precisaremos de VANT’s de autonomia, capacidade de coleta de informações e até capacidade de combate ar-mar sem equivalentes.
OFF-TOPIC – Quem é aquela tal Perpétua ? Parece uma pomba-gira com aquela flor no cabelo.
E professorinha, na secretaria de produtos… a crise bate mas o pixuleco continua…
uma pena não ser armado TIP, obg pela info. Quero muito um VANT armado para destruir carros e acampamentos de contrabandistas e controle de fronteiras.Um VANT com o máximo de conteúdo nacional e armamento o Harpoon seria ótimo no meu ponto de vista, aliado a alguns P3 ou no futuro de outro avião
Dúvida de quem entende pouco sobre o assunto:
Drones com alcance acima de 300Km e com carga útil acima de 500kg não são vetados para exportação (Predator RQ-1, versões do Hermes) por países signatários do tratado MTCR?
Outra dúvida:
Países signatários do já citado tratado podem desenvolver, por meios próprios, drones (e mísseis de cruzeiro) com as características acima citadas para uso próprio?
EUA, Israel, Russia, Inglaterra se não me falha a memória são signatários e têm versões que extrapola e muito o alcance de 300Km para uso próprio e com versões para exportação no limite desse valor.
Delfim 17 de janeiro de 2016 at 12:00
.
Os israelenses estavam testando uma versão do “Heron”, p/ complementarem seus patrulheiros IAI Westwind.
.
Uma versão do RQ-4 “Global Hawk”, o MQ-4 “Triton” irá complementar ao P-8A “Posseidon”, na US Navy e na RAAF.
Sera que o Falcao voara mesmo ???
Por isso vi propaganda em revista especializada recentemente…
Parece que os americanos querem vender o Stone, o que é muito bom para o Brasil pois parece ser o melhor do mundo (corrijam-me se estiver equivocado…).
Acredito que o Brasil tem plena capacidade de construir um drone assemelhado, isto é, com grande autonomia e armado.
Um pouco offtopic, vejam que a Coreia do Norte também tem drones (fato desconhecido por todos…).
http://sputniknews.com/analysis/20160118/1033330675/north-korea-drone-ops.html
Será que vem predador por ai? estranho é a falta de harmonia entre as forças, militares do exército? a FAB não estaria mais apta a operar esses aparelhos uma vez que já conta com um esquadrão dedicado a operação destes? para a marinha eu até entenderia um aparelho mais dedicado ao meio naval e apto a operar em embarcações.
Fernando tanto a FAB só seria bom ter drones de reconhecimento se fosse para substituir os a-1 de reconhecimento isso se daria comprando um global hawk o que é de mais para nos nesses momento, a possivel aquisição do predator está certa e dentro da doutrina do EB em patrulhar as fronteiras
Tomara que de certo, que venham os americanos para quebrar aquela hegemonia estranha da elbit/ael nas nossas forças armadas, acredito que o predator seja melhor que o Hermes em praticamente tudo.
Quanto a Harpia empresa de defesa que só tinha um site e mais nada, concordo com o Maurício R já vai bem tarde, não fará falta, deixem a FT sistemas e a Santos LAB trabalharem os seus produtos em paz que elas vão dar conta do recado. Quanto ao falcão ele voltou para a sua verdadeira dona, a avibras que disse que vai continuar trabalhando nele
Por ser leigo no assunto, sou apenas um entusiasta, tenho um questionamento aos senhores:
O desenvolvimento de vants (bem como de misseis de cruzeiro!) com alcance acima de 300Km e levando carga útil acima de 500kg não contraria tratado internacional (MTCR) ao qual o Brasil é signatário?
Creio que o tratado se aplique apenas para a venda/exportacao de tal armamento a terceiros…
Wolf,
Você está certo!
http://www.mtcr.info/english/FAQ-E.html
David,
Como pode ver o “tratado” MTCR não é a rigor um “tratado”, sendo apenas um “entendimento” onde os signatários se comprometem a não repassar tecnologia específica.
Mestre Bosco e wwolf22 grato pelos esclarecimentos.
Arma secreta do exército sírio.
Offtopic.http://sputniknews.com/middleeast/20160119/1033395666/syrian-army-motorbikes.html
Acredito que a pergunta de David Soares ainda não foi devidamente esclarecida.
Se é apenas um entendimento, um acordo não cogente, ok. Mas existe.
E aí, os drones não entram na categoria dos 300 km e 500 kg?
A exportação deles seria permitida? Por quê?
Off topic Violência no Haiti. Cadê as forças brasileiras que sempre foram elogiadas por manter a paz?
fonseca 23 de janeiro de 2016 at 2:46 Acredito que a pergunta de David Soares ainda não foi devidamente esclarecida… Sobre o MTCR houve esclarecimento sim porém, há ainda uma questão a ser respondida. Há alguns anos os EUA prometeram retirar seu apoio militar caso a Coreia do Sul desenvolvesse armas (misseis) com alcance superior a 300Km e com carga bélica maior que 500Kg. Não lembro o desenrolar dos fatos e não sei se houve celebração de algum acordo com os EUA ou se o Brasil também firmou acordo semelhante, para em caso de conflito receber ajuda militar norte americana,… Read more »
David, A Coréia do Sul tem o Hyunmoo com 1500 km de alcance. Semelhante ao Tomahawk. – Fonseca, Os drones entram sim. O problema é que no caso de mísseis cruise e drones é mais complicado aferir o desempenho tendo em vista que um míssil pode levar uma carga de 500 kg a 300 km mas por outro lado pode levar uma de 200 kg a 1000 km. É meio complicado para mísseis dotados de turbina ou hélice aferir o real desempenho e aí eles mais facilmente burlam qualquer tratado. O mesmo ocorre com mísseis balísticos mas no caso de… Read more »
Pelo que eu sei a Coréia do sul também tem mísseis balístico de curto alcance tem de 180 km , 300 km e até de 800km
Mais uma vez obrigado Bosco e a Rafael pelos esclarecimentos. De fato a memória não ajudou muito.
Em abril próximo chega a Taubaté um Predador para demonstração no CAVEX, o Bpretende adquirir três unidade em um primeiro lote.
G abraço